segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Boas Promessas


Uma pesquisa bem apurada provará que a Bíblia tem todo direito de ser considerada um documento histórico completamente confiável (ainda que esse não seja seu objetivo principal – isto é, Deus não a trouxe até nós objetivando que a humanidade tivesse simplesmente mais um documento para estudos da História).
A Bíblia, na verdade, é um composto de 66 livros, os quais foram escritos num período aproximado de 1.542 anos. Estes livros estão divididos em duas seções conhecidas comumente como Velho e Novo Testamentos. Apenas a título de curiosidade, a respeito da segunda seção, sabe-se que atualmente existem mais de 5.300 manuscritos gregos do Novo Testamento. Além desses, há mais de 10.000 manuscritos da Vulgata Latina e, pelo menos, 9.300 de outras antigas versões; totalizando mais de 24.000 cópias de variados trechos do Novo Testamento. Outros textos da História Antiga contam com bem menos cópias (a Ilíada de Homero, por exemplo, e que vem em segundo lugar, possui apenas 643 manuscritos atualmente).
Neste Natal, quero dar atenção especial a algumas poucas profecias a respeito da pessoa que é a razão de celebrarmos a festa: Jesus Cristo. Tais profecias, historicamente e comprovadamente, foram feitas séculos antes de Seu nascimento e comprovam que o que Deus fala Ele sempre cumpre.
Em Miqueias 5:2 (Velho Testamento) lemos: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Miqueias anunciou a cidade do nascimento de Jesus mais de 700 anos antes de Ele nascer, pois em Mateus 2:1 (Novo Testamento) encontramos que “Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém” (detalhe: não nos é dito que os magos eram três, nem que eram reis).
Em Isaías 7:14 (VT), lemos: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”. O mesmo profeta previu que Jesus sofreria maus tratos: “Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam” (Isaías 50:6). Essas profecias foram feitas cerca de 800 anos antes do nascimento de Cristo. E vemos seus cumprimentos em Mateus 1:18 e Marcos 14:65 (NT) – “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo”; e “Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guarda o tomaram a bofetadas”.
Cerca de 1.000 anos antes de Jesus, Davi profetizou que Ele seria traído por um amigo (Salmos 41:9); e em Marcos 14 ficamos sabendo que se tratava de Judas Iscariotes.
As profecias bíblicas chegam a ser tão precisas que Zacarías diz: “Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata” (Zac 11:12) e em Mateus 26:15 lemos que Cristo foi vendido por exatamente 30 moedas de prata.
O ponto, meu amigo, é: que neste Natal você possa reconhecer a vinda de Cristo a este mundo como o cumprimento de uma promessa bem, bem antiga e certa. Centenas de pessoas acreditaram que o mundo acabaria na última sexta só porque um punhado de gente falou. Por que não reconhecer, diante de tantas provas, que vale a pena guiar sua vida pelo que diz a Palavra de Deus? Jesus prometeu que um dia virá uma segunda vez (não marcou data!). Dessa vez, não virá como um bebezinho indefeso; virá como Rei que é, quando todos irão dobrar seus joelhos e confessá-Lo como Senhor. Por que não começar a fazer isso agora, por amor e por gratidão à Sua vinda até nós?
Um verdadeiro e feliz Natal pra você!

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